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Publicação traz dicas sobre coleta de plantas para diagnose de doenças



Muitos produtores têm dúvidas em relação à coleta de amostras de plantas para envio aos serviços especializados de diagnose de doenças.  A Embrapa Roraima oferece esse serviço e elaborou um folder (baixe aqui) com dicas simples para ajudar o agricultor na coleta, acondicionamento e transporte das partes de plantas doentes até o local de análise.
De acordo com o pesquisador Daniel Schurt, muitas vezes, as amostras que chegam para identificação não estão adequadas para a realização dos procedimentos de diagnose, sendo necessário o reenvio da amostra, o que atrasa a identificação do problema.“Por isso é importante seguir os críterios para coleta de amostras, pois com a rápida identificação do agente causador, o produtor conseguirá realizar o eficiente controle da doença, utilizando medidas de manejo mais adequadas ”, explica. 

Confira algumas dicas para obter resultados eficientes na diagnose de doenças de plantas:
  • Coletar a amostra em grande quantidade (por exemplo, de 12 a 20 folhas por amostra), apresentando sintomas inicias e avançados da doença;
  • Após a coleta, armazenar a amostra em embalagem de papel ou plástica e enviar em caixa de papelão;
  • Anotar os dados do produtor, da área de cultivo, da planta hospedeira e do manejo da cultura e enviar junto com a amostra;
  • Não enviar plantas totalmente mortas ou muito danificadas;
  • Não adicionar água ou embalar as amostras muito úmidas, para evitar seu apodrecimento;
  • Não transportar as amostras expostas ao sol ou sob calor excessivo, como em carrocerias abertas;
  • As amostras de raízes devem ser enviadas com solo suficiente para manter a umidade natural. O solo coletado deve ser obtido junto às raízes, caso precise ser utilizado para obter informações complementares;
  • Se as amostras apresentarem espinhos, a embalagem deve conter a inscrição "CUIDADO".
Partes da planta a serem coletadas para a diagnose:
  • Para plantas com amarelecimento, subdesenvolvimento, murcha e podridão de raízes (2 a 3 plantas por amostra), coletar a planta inteira com sintomas iniciais da doença, com muitas raízes e solo. No caso de árvores, coletar a região que vai da raiz até o caule da planta;
  • Para plantas com redução de crescimento, folhas verdes pálidas ou verdes amareladas, formação de galhas ou presença de cistos nas raízes, coletar as raízes e o solo úmido (umidade natural) e colocar em saco plástico, que deve permanecer fechado. Evitar submeter as amostras a temperaturas elevadas e perda de umidade;
  • Para planta com ramos e/ou troncos com cancros, que são lesões parecidas à cortiça, de cor creme ou parda, coletar as partes com sintomas iniciais para não dificultar a diagnose;
  • Para plantas com manchas nas folhas, crestamentos, mosaicos e com folhas verdes pálidas ou verdes amareladas, coletar as folhas com sintomas inicias e avançados da doença;
  • Para amostras de frutos, batatas, e raízes atacados por podridões, coletar o órgão com sintomas iniciais de podridão e acondicioná-las em sacos plásticos. Não adicionar água.
Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Roraima

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