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EPAMIG desenvolve tecnologias pós-colheita para plantas medicinais de interesse do SUS

Projeto foi desenvolvido com seis espécies: guaco, pimenta-rosa, alfavaca, alecrim-pimenta, hortelã rasteira e erva-baleeira

(Belo Horizonte – 17/6/2020) A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realiza estudos sobre cultivo, colheita e pós-colheita de plantas medicinais de interesse do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2010. No último mês de maio, mais um projeto foi concluído por uma equipe composta por pesquisadores da empresa e de outras instituições. O projeto, alinhado com políticas governamentais, teve como objetivo identificar tecnologias para o cultivo e a pós-colheita de seis espécies: guaco, pimenta-rosa, alfavaca, alecrim-pimenta, hortelã e erva-baleeira.

O Ministério da Saúde publicou uma lista com 71 espécies medicinais de interesse do SUS. O governo de Minas selecionou 16 espécies para inserir no Programa “Componente Verde”, da Rede Farmácias de Minas, uma estratégia para facilitar o acesso dos usuários do SUS a plantas medicinais in natura, plantas secas, fitoterápicos manipulados e industrializados. Além disso, por meio de políticas públicas e editais, os governos federal e estadual tem incentivado pesquisas com espécies medicinais para fortalecer as cadeias produtivas e os usos terapêuticos dessas espécies.


Segundo a pesquisadora da EPAMIG, Maira Fonseca, a possibilidade de contribuir para a redução do extrativismo e garantir o fornecimento de materiais vegetais padronizados e de qualidade são fatores impulsionadores das pesquisas. 

“No Brasil existe uma alta demanda por pesquisas com espécies medicinais se considerarmos o hábito do uso dessas plantas associado a eficiência de suas atividades terapêuticas. Porém, ainda há necessidade de estimular o cultivo e a produção sustentável, com foco na obtenção de matérias-primas vegetais de qualidade”, afirma Maira. 

As etapas do projeto

O projeto, intitulado “Tecnologias pós-colheita para espécies da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus)”, foi coordenado por Maira Fonseca e desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, composta por pesquisadores da EPAMIG, Universidade Federal de Viçosa (UFV)Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

O cultivo foi realizado em sistema orgânico no Campo Experimental Vale do Piranga, no município de Oratórios (MG), de forma sustentável e com tecnologias adequadas a cada espécie medicinal.

Guaco (Mikania laevigata). Foto: Maira Fonseca

A pesquisadora Maira conta que, após a colheita, foi realizado a pré-seleção e a secagem do material vegetal em diferentes temperaturas (40, 50 e 60 ºC). O objetivo, segundo Maira, foi selecionar as melhores temperaturas de secagem para cada espécie, com foco na preservação do rendimento e na qualidade fitoquímica dos óleos essenciais produzidos.

“A qualidade da matéria-prima vegetal é de grande importância para garantir a segurança do uso e a eficácia terapêutica das espécies medicinais utilizadas pela população e pela indústria. Desta forma, a EPAMIG tem contribuído para o desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias de cultivo, colheita e pós-colheita para várias espécies medicinais, o que resulta na produção de material vegetal de qualidade e contribui para a saúde e o bem estar da sociedade”, ressalta Maira. 

No âmbito do projeto, desenvolvido com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), foi elaborada uma cartilha de plantas medicinais. A cartilha apresenta tecnologias adequadas para cultivo, colheita e pós-colheita de 16 espécies medicinais. Para fazer o download gratuito do material, clique aqui.


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