Relatório anual pode mostrar a realidade amazônica para o mundo

 

 

A elaboração de um plano para a Amazônia e a publicação anual de um relatório com dados ambientais, agrários, agrícolas, de infraestrutura e socioeconômicos foram as ações propostas pelo chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, para dar transparência às informações sobre a região.

As sugestões foram apresentadas na 3ª Videoconferência Amazônia - Ocupação Sustentável, promovida pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), no dia 10 de agosto. Miranda debateu o tema com o ex-ministro da Defesa, e da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, e com o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária (Faea) e do Fundo de Defesa Agropecuária (Fundepec) do estado do Amazonas, Muni Lourenço. O moderador foi o presidente da Academia Nacional de Agricultura (ANA/SNA), Caio Carvalho. (Clique aqui para assistir)

Explicar a Amazônia

O relatório proposto por Miranda tem o objetivo de explicar a complexidade da região amazônica, tanto para os brasileiros quanto para os estrangeiros. “Não há informações sistematizadas de forma unificada da realidade amazônica. As pessoas não têm ideia da diversidade territorial da região e de sua complexidade. Estamos sendo bem sucedidos na preservação da Amazônia, mas necessitamos demonstrar isso. Precisamos de um State of Brazilian Amazon (Estado da Amazônia Brasileira, em português), o que pautaria muita gente para esse tema”, afirma.

Além de apresentar dados de que o Brasil já protege 80% da Amazônia, o chefe-geral do centro de pesquisa chamou a atenção para a existência de um mundo rural na região. São 1 milhão de produtores rurais, dos quais 89% são pequenos agricultores, responsáveis pelo abastecimento das 500 cidades amazônicas. Outra questão destacada por Miranda é a complexidade da Amazônia, em que não é possível fazer generalizações, pois cada estado tem situações peculiares. 

A elaboração de um plano para a Amazônia é justificada pela inexistência de planejamento claro e organizado para a região. “Se perguntarem a nós, brasileiros: ‘o que vocês vão fazer na Amazônia nos próximos 5, 10 ou 15 anos?’, não temos o que dizer. O plano é para mostrar aos brasileiros e ao mundo o queremos e faremos na Amazônia”, disse Miranda.

Para ele, o plano deve ser construído em conjunto com a população rural e urbana da Amazônia e deve contemplar as três realidades da região: a das áreas intactas, a da agricultura consolidada, e as de conflitos e expansão. “Esses três universos precisam evoluir, possuem desafios específicos, mas não devem ser tratados separadamente”, declara.

Os outros dois debatedores apoiaram as intervenções de Miranda. Para o ex-ministro Aldo Rebelo, “é preciso mostrar, com conhecimento científico, que o Brasil tem credibilidade e serviços prestados na luta da humanidade para proteger o meio ambiente”. Muni Lourenço considerou importante o País ter um plano claro, com estabelecimento de metas e definições de onde e como chegar, assim como a divulgação de informações fidedignas sobre a Amazônia.

Sobre o evento

A videoconferência, a última da série sobre a Amazônia, foi acompanhada por cerca de 55 pessoas. Entre várias lideranças do setor, pesquisadores e membros da academia, estavam presentes o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues; o ex-vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e membro do Conselho de Administração da Embrapa, Pedro Camargo Neto; e o presidente da SNA, Antônio Alvarenga.

 

Liliane Castelões (16.613 MTb/RJ)
Embrapa Territorial

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